A importância do brinquedo para crianças com Síndrome de Asperger e Autismo

Hoje vamos falar um pouco da importância dos brinquedos para as crianças com síndrome de Asperger e o Autista. Apesar das duas patologias terem características semelhantes, elas são diferentes.

O autismo é um transtorno do desenvolvimento que se manifesta normalmente até os dois anos de idade e por não se saber exatamente a causa, ele é considerado uma síndrome.

Segundo uma estatística publicada pela revista americana Time Magazine (Maio/2003), a incidência de autismo atualmente é 1 em cada 150 nascimentos sendo 4 meninos para 1 menina. Como em qualquer síndrome o grau de comprometimento pode variar do mais severo ao mais brando e atinge todas as classe sociais, em todo o mundo.

Já na Síndrome de Asperger, a criança apresenta desenvolvimento cognitivo e intelectual normal e não apresenta atraso no desenvolvimento da fala. O desenvolvimento da criança parece normal, mas no decorrer dos anos seu discurso torna-se diferente, monótono, peculiar e há com frequência a presença de preocupações obsessivas. Sua capacidade de interagir com outras crianças torna-se difícil, é pouco empática, apresenta comportamento excêntrico, suas vestimentas podem se apresentar estranhamente alinhadas e a grande dificuldade de socialização tende a torná-la solitária. Há prejuízo na coordenação motora e na percepção visuoespacial (habilidade de execução de tarefas visualmente guiadas, na perda da capacidade de interpretação de mapas e de localização na vizinhança ou mesmo dentro de casa).

Pensando nisso, nós da Oitopeia Brinquedos fomos pesquisar qual o papel dos s jogos e brinquedos lúdicos para a construção do processo de aprendizagem do Autista e do Asperger.

De acordo com uma publicação da Dª Lilia Maise de Jorge (CRP/06 17953), veja alguns jogos e a importância dos mesmos para cada tipo de desenvolvimento:

  • Jogos de encaixe – Funcionalidade Manual
  • Jogos para montar – Compreensão de instruções e regras
  • Amarelinha/ túnel / jogos de disco / Boliche – Intencionalidade das ações e compartilhamento
  • Boliche – Consciência corporal
  • Blocos de construção – Habilidades motoras
  • Brinquedos que classificam e agrupam números, cores e formas –  Competência cognitiva
  • Brinquedos com luzes e pisca – Estimulação visual
  • Calculadora e caixa registradora – Incentiva criatividade e matemática.

É muito importante que essas brincadeiras sejam compartilhadas com os pais, para que se crie um vinculo afetivo e também através desses jogos você conhecerá as reais necessidades dos seus filhos.

Os jogos e as brincadeiras ainda são as melhores técnicas que os pais, educadores e terapeutas podem utilizar para estimular as crianças.

Observe seu pequeno, se desde pequeno ele interage com os adultos, se ele consegue pegar os brinquedos e passar de uma mão para outra. Se você notar que ele prefere ficar sozinho, não interage com os brinquedos, tem problemas com a dicção, procure o pediatra e compartilhe suas dúvidas.

Espero ter sanado alguma dúvida.

Toda criança tem o direito de brincar!!!

Até a próxima

Este post foi uma contribuição de:
Vanessa de Mucio Shirasawa – A Vanessa atua na área de saúde e cuidados com crianças desde 2003.
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